Tudo bom com vocês ?
A minha leitura do último mês foi o livro ´Fator Nerd: Contatos Imediatos do 1° Amor',romance de estréia do autor Andy Robb,então,vou falar sobre minha experiencia literária com essa história. Primeiramente, essa resenha só tem a ver com o primeiro livro.Não li o segundo para saber se algum personagem muda ou não,então me perdoe se eu estiver falando alguma grosseria de um personagem legal.
A sinopse do livro nos apresenta o protagonista,Archie,( o tão famigerado ''nerd'') vivendo normalmente com sua mãe e seu padrasto, quando ele conhece Sarah, uma garota gótica, por quem se apaixona a primeira vista, e tenta o inimaginável para conquista-la.E assim, o livro prossegue.
A sinopse do livro nos apresenta o protagonista,Archie,( o tão famigerado ''nerd'') vivendo normalmente com sua mãe e seu padrasto, quando ele conhece Sarah, uma garota gótica, por quem se apaixona a primeira vista, e tenta o inimaginável para conquista-la.E assim, o livro prossegue.
Na parte estética, o livro é muito bem feito; a capa é laranja com detalhes coloridos nas letras com relevo de verniz,as orelhas são azuis com letras em branco e detalhes na fonte dos números dos capítulos. Realmente muito bem trabalhado.
É uma leitura leve ,isso com toda certeza,mas que não flui tão bem quanto é de se esperar.Algumas partes do livro são bem travadas (uma coisa bem estranha para um YA),mas não as culpo pelas decepções que esse livro me trouxe.Acredito que, o primeiro erro e possivelmente o mair de todos, foram os primeiros capítulos. Não estamos ambientados com a narrativa ainda, e a primeira pessoa de Archie reclamando não é a coisa mais agradável. Na verdade,é a coisa mais desagradável; se eu não quisesse terminar esse livro, os sete primeiros capítulos já teriam sido o bastante para abandoná-lo. Mesmo que o protagonista seja pouco carismático,a mãe e os amigos de Archie certamente preenchem esse coluna. A relação Archie x Mãe e Archie x amigos é muito legal de ler, envolve muito companheirismo e cuidado.Os diálogos são o que deixa a narrativa leve, num estilo mais aconchegante. O modo de como o autor escreve é bem realista e meramente detalhista, geralmente colocando as emoções em altos e baixos, ilustrando bem o que, em tese, seria a pré-adolescência.
A evolução do personagem principal também foi muito notória. A auto-limitação que ele pratica com sigo mesmo por ser ''nerd'' demais para isso'' e/ou ''nerd'' demais para aquilo é insuportável, e ele conseguiu adquirir mais auto-estima e coragem nesse processo, o que foi muito bom para prender o interesse do leitor na trama.E é quase obrigatório que essa evolução tenha sido notada, já que Sarah, a queda de Archie, não foi de fato útil no livro,só ajudou nesse aspecto.
Na verdade, todo o reboliço que esse livro faz para limitar esses garotos que, por conta de não terem tanta facilidade para se comunicar e por gostarem de jogos em que o raciocínio é mais presente, são chamados de ''nerd'',é horrível. TODOS os piores esteriótipos desse rótulo estão encaixados nesse livro.Faz parecer que esse pessoal não é humano, faz parecer que são um bando de aliens totalmente desajustados que não merecem amor algum. Esse livro só reafirmou os clichês de Nerd que são pregados pela sociedade, deixando qualquer pessoa que começou a ler já com a expectativa da quebra desses conceitos, altamente decepcionada .
Honestamente, eu não recomendaria esse YA para ninguém. Não é muito romântico como deveria ser e contraditoriamente cheio de mimimi. Se você quiser ler um YA com algum nerd legal e simpático,leia Fangirl, da Rainbow Rowell.
Até a próxima,
Duda.
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